Agora que você já aprendeu o que são cursos online e por que criar o seu, chegou a hora de começar a pensar em como planejar e estruturar as aulas do seu curso online! Antes de pensar em que tipo de conteúdo você quer ensinar em seu curso, confira nesse post algumas orientações importantes de conhecer. 

Desde já, é importantíssimo que você considere dois pontos importantes: o meio que seu curso será oferecido e como seus participantes vão consumir esse conteúdo

Um curso online é normalmente assistido da tela de um computador ou de um celular. Diferente de um curso presencial, onde você está imerso dentro de uma sala de aula (quem nunca teve que pedir licença ao professor para ir ao banheiro?), em um curso online seus alunos estarão muito, mas muito mais suscetíveis a distrações.

Uma notificação das redes sociais, uma mensagem de um amigo, alguém da família te chamando em casa, o barulho da TV ou do rádio, a Netflix… tudo isso estará disputando a atenção do participante de seu curso. 

Por isso, considere responder às perguntas a seguir:

Qual a duração ideal das aulas de um curso online?

A primeira dica é que você seja o mais objetivo possível, preferencialmente evitando aulas muito extensas. Via de regra, quando gravamos um curso online do OCLB, buscamos quebrar os conteúdos em aulas de até 20 minutos cada.

Porém, há um caso no qual essa regra pode ser mais afrouxada: se a sua aula for realizada ao vivo. Nesse caso, seus alunos podem se engajar mais com o seu conteúdo na medida em que são incentivados a interagir com o curso, seja respondendo dúvidas, comentando algo na sala de conversas ou mesmo sendo convidados a se apresentarem para o resto da turma.

Como manter o engajamento do público durante o curso?

Uma das melhores maneiras de reter a atenção e o engajamento do seu público é estimulando a interação entre os alunos – especialmente se o seu curso for realizado ao vivo. 

Quando as pessoas sentem que podem ser chamadas a qualquer tempo, elas naturalmente prestam mais atenção. Se o seu curso for gravado, você pode ainda assim estimular a interação entre seus alunos propondo momentos de reflexão, com perguntas do tipo “imagine essa situação”, ou mesmo convidando-os a fazer alguma anotação ou resolver um problema (“como você resolveria isso?”).

Entendendo esses dois primeiros conceitos-chave (“entenda o meio” e “estimule a interação”), chegou finalmente a hora de montar o roteiro do seu curso.

Mas antes, é importante que você tenha claro qual é a transformação que seu curso entrega. 

Como saber qual transformação meu curso está entregando?

Para chegar numa resposta objetiva, reflita se seu curso:

  1. Economiza o tempo ou o dinheiro das pessoas?
  2. Inspira, faz as pessoas se sentirem mais energizadas e criativas?
  3. Ensina algo técnico, por exemplo, como aprender a programar um jogo?

Independentemente do assunto ou área do seu curso, é importante que você tenha claro qual é a transformação que os participantes do seu curso terão depois de passarem por ele. O famoso “antes e depois”. 

Repare que muitos dos principais organizadores de cursos utilizam depoimentos de seus ex-alunos como prova de confiança. Além de ser um gatilho de vendas, essa é uma forma de quem vai se inscrever também entender o que pode acontecer com ela ao se inscrever.

O conceito da transformação prometida é um dos mais importantes e você deve dedicar bastante reflexão em seu planejamento, porque é a partir dele que você vai planejar e estruturar as aulas do seu curso online, como também usá-lo como argumento de vendas em sua divulgação. 

Afinal, como devo estruturar as aulas?

Imagine que seu curso é como um livro. A dica aqui é essa: estruture as aulas como se fossem capítulos.

Seguindo nosso exemplo, todo bom livro tem uma boa introdução. Em seguida, um desenvolvimento da história até chegar o momento de ápice. A transformação acontece e, por fim, chegamos ao final, onde tudo se resolve (“e eles foram felizes para sempre”)!

Um bom curso deveria seguir o mesmo roteiro. 

Você deve buscar causar uma boa primeira impressão desde o início do seu curso, apresentando qual é o conteúdo, como será essa jornada de aprendizagem, quais serão os seus módulos (capítulos) e conteúdos, como será a interação e atendimento às dúvidas da turma etc.

Embora você já saiba que precisa ser objetivo para manter a atenção dos seus alunos, é importante que no início do curso você não entregue todo o ouro. Comece dando uma ideia geral sobre o que será o curso, como eles irão participar e quais são os combinados entre você e a sua turma ao longo da jornada. 

Você pode aproveitar esse primeiro encontro para entregar já um bom conteúdo, mas ele deve ser uma isca para os próximos. Lembre-se que, nesse primeiro momento, as pessoas ainda estarão se entendendo com a plataforma do seu curso e descobrindo como tudo funciona.

Em seguida, os módulos do seu curso se desenvolvem como os capítulos de um livro. O importante é que você busque entregar sempre uma ideia, conceito ou tema central por bloco de aulas. 

Pode ser que você queira subdividir um módulo em vários outros. Não tem problema. O essencial é que as pessoas entendam o que está sendo tratado naquele módulo e onde ele se encontra na linha do tempo do curso. 

Uma dica: procure aprofundar conceitos apresentados no seu curso com materiais complementares, como dicas de artigos, videos, livros, e-books, entre outros. Assim, cada pessoa tem a autonomia para se aprofundar e especializar em um ou mais assuntos de seu interesse. 

Como saber se meu curso está bom?

Por fim, vale considerar alguma forma de avaliação, tanto ao longo do curso como ao final dele também. Essas avaliações podem ser feitas ao final de cada aula, por exemplo.

O objetivo delas é:

  1. Checar se seus participantes aprenderam o que você se propôs a ensinar;
  2. Checar se o conteúdo do seu curso está alinhado com as expectativas dos seus alunos.  

A primeira avaliação pode ser aplicada como uma forma de teste. Por exemplo, uma apostila ou uma enquete com perguntas e respostas sobre os conceitos-chave do seu curso.

Já a segunda é utilizada como uma pesquisa satisfação. Aqui, quem leva a nota é você. E não se preocupe se você tiver um ou outro aluno insatisfeito. Sabemos que é impossível agradar a todos, mas não se esqueça de levar opiniões construtivas para suas próximas produções.

O mais importante é que, numa média de 1 a 10, você tenha pelo menos 80% dos seus alunos te avaliando com uma nota acima de 7, preferencialmente com muitas notas acima de 8, já que esses são os potenciais “advogados da sua marca”. Ou seja, as pessoas que provavelmente recomendarão seu curso para outras pessoas.

Gostou das nossas dicas de planejamento e estruturação de cursos online? Esperamos que elas sejam úteis para você! Daqui a pouco voltamos com mais dicas para que você e seus alunos possam brilhar em seus cursos online :)