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As primeiras festas de Carnaval no Brasil tiveram início no século XVII e foi por influência das festas similares que já aconteciam na Europa. Mas foi só no século XIX que começaram a surgir os tradicionais blocos, que ficaram ainda mais populares no século seguinte. Esse estouro se deu com a ajuda das marchinhas de Carnaval, que deixavam a folia ainda mais divertida!

As marchinhas sempre fizeram parte da vida dos foliões desde essa época. Aqui na Sympla, acreditamos que recordar é viver. Por isso, selecionamos as 8 melhores marchinhas de Carnaval para você curtir durante o Carnaval 2026 e entrar no clima da época mais animada do ano!

Você pode ouvir todas as marchinhas dessa lista – e muitas outras – na nossa playlist no Spotify. 

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O que é marchinha de Carnaval?

Marchinha é o diminutivo de marcha, aquele modo de andar dos soldados. Essa origem não é por acaso: as marchinhas de Carnaval têm uma batida muito característica, semelhante ao ritmo das fanfarras militares.

Com o tempo, essas canções ganharam leveza, humor e se tornaram parte essencial do Carnaval. 

No período mais festivo do ano, elas tomam conta de bloquinhos de rua, festas, trios e bailes. Atravessando gerações e mantendo viva uma tradição que acompanha os brasileiros há décadas.

Qual é a diferença entre marchinha de Carnaval e samba-enredo?

O pesquisador Márcio Luiz Gusmão Coelho estudou as transformações ocorridas no samba-enredo ao longo da história. Em um dos seus trabalhos, o acadêmico tratou das diferenças entre o subgênero do samba e as famosas marchinhas.

A marchinha, segundo ele, foi pensada para embalar a festa dos foliões, trazendo um ritmo veloz marcado por refrãos recorrentes. O objetivo é espelhar a maneira com que os foliões dançavam em círculos nos salões.

Já os sambas-enredo são criados pensando em conduzir as escolas pela Passarela do Samba. O samba-enredo costuma ser mais profundo. Ele traz uma narrativa completa, que explora vários aspectos de um assunto, necessidade que não é percebida nas marchinhas de Carnaval.

Agora, que tal conhecer a história por trás das marchinhas de Carnaval mais queridas entre os brasileiros? Confira a seguir.

As 8 melhores marchinhas de Carnaval

1. Abre Alas

“Ô abre alas, que eu quero passar!”

Essa foi a primeira marchinha registrada na história do carnaval brasileiro, em 1899. Chiquinha Gonzaga, autora da obra, fez a canção para a escola Rosas de Ouro do Rio de Janeiro, o que impulsionou o sucesso da escola e também se tornou a canção mais famosa da compositora.

Carro alegórico em desfile de carnaval na Sapucaí.

2. Mamãe eu Quero

“Mamãe eu quero, mamãe eu quero… mamãe eu quero mamar! Dá a chupeta, dá a chupeta, dá a chupeta, dá a chupeta pro bebê não chorar”

Gravada em 1937 por Jararaca e Vicente Paiva, a marchinha de Carnaval começou a bombar de verdade depois de ser regravada por Carmen Miranda, só 4 anos depois de ser lançada.

Você sabia? 

Almirante, cantor e músico, amigo dos autores, conta detalhes da gravação no livro “História do Carnaval Carioca”: “Na hora de gravar, verificamos que ela era pequena, não tinha a duração exigida para o disco. Seria impossível repetir uma parte da música. Que fazer? Jararaca e eu completamos a música fazendo um diálogo improvisado na hora, sem nenhum interesse. Durante a gravação, o banjoísta errou um acorde, mas a música era considerada tão ruim que ninguém pensou em refazer tudo. Pois bem, ‘Mamãe eu quero’ foi um sucesso definitivo e enorme. A música é ruim mesmo, o disco é péssimo, mas pegou […]”.

Gravação de marchinha de carnaval da cantora Carmen Miranda.

 3. Aurora

“Ôôôô, Aurora… Veja só que bom que era… Ôôôô, Aurora!”

A marchinha foi criada em uma quarta-feira de cinzas por Mário Lago em 1941. Ela virou sucesso e ganhou popularidade logo no ano seguinte. Até hoje ela é lembrada nos carnavais de rua de todo o Brasil.

Mulher usando máscara carnavalesca.

4. Cachaça

“Você pensa que cachaça é água? Cachaça não é água não.”

Música dedicada aos foliões que gostam de beber um pouco além da conta no Carnaval. Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Heber Lobato escreveram a marchinha em 1953 para os apreciadores da cachaça!

Cachaças em referência a marchinha de carnaval.

 5. Turma do Funil

“Chegou, a turma do funil!”

Para aproveitar a época de bebedeira, Mirabeau, M de Oliveira e Urgel de Castro, em 1956, fizeram a canção para aqueles que gostam de chutar o balde na época de folia! A canção foi regravada na década de 80 por Tom Jobim e Miúcha.

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6. Me dá um dinheiro aí

“Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!”

Um dos hinos mais tradicionais nos carnavais, e tocada até hoje em todos os bailes da saudade. A marchinha foi composta na década de 60 pelo Trio: Ivan, Homero e Glauco Ferreira e gravada por Moacir Franco, que deu força ao som.

Você sabia? Em agosto de 1958, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Foster Dulles, esteve no Brasil para discutir a questão do petróleo, em meio à campanha “O petróleo é nosso”. Em um dos registros do encontro, o fotógrafo Antônio Andrade captou uma imagem que deu a impressão de JK estender a mão ao representante norte-americano, enquanto ele parecia abrir a carteira. A foto foi publicada pelo Jornal do Brasil com o título “Me dá um dinheiro aí”, em referência à marchinha de Carnaval que fazia sucesso na época. Não deu outra: o JB publicou a fotografia em sua primeira página sob o título ‘Me dá um dinheiro aí’, em referência à marchinha de carnaval que era sucesso da época.

Foto ilustrando momento histórico com presidente JK em referência a marchinha de carnaval me dá um dinheiro aí

 7. Cabeleira do Zezé

“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é”

A marchinha de Carnaval foi criada por João Roberto Kelly, na década de 60, na mesa de um bar! O compositor diz que ia sempre em um bar no Leme encontrar com os amigos e o garçom que os atendia era cabeludo, aí ficou a homenagem.

 

Ilustração remetendo a carnaval: Mirna Brasil Portella, para o livro Carnavalança

Ilustração: Mirna Brasil Portella, para o livro Carnavalança

8. A pipa do vovô

“A pipa do vovô não sobe mais, a pipa do vovô não sobe mais!”

A canção é de autoria de Manoel Ferreira e Ruth Amaral, uma das duplas mais populares entre os compositores carnavalescos, mas ficou eternizada na voz de Silvio Santos, nos anos 1980. 

Embora não seja o autor da marchinha, Silvio ajudou a popularizar a música ao contar, sempre com humor, diferentes versões sobre a sua origem. Mas ele nunca confirmou qual seria a verdadeira. 

Como ele mesmo brincava, o mistério só seria revelado no “último sorteio da Tele Sena”, reforçando o tom descontraído que marcou sua relação com a música e com o público.

Como fazer uma festa de Carnaval de sucesso?

Agora que você conhece um pouco mais da história das 8 melhores marchinhas de Carnaval, que tal aproveitar para fazer a sua festa de Carnaval

Confira algumas dicas para criar uma folia segura e divertida para todos os foliões. 

  • Defina o público-alvo: antes de tomar qualquer decisão durante o planejamento da sua produção, é preciso definir qual será o público da sua festa e conhecê-lo. Dessa maneira, a escolha das atrações, do local e todas as outras etapas serão mais assertivas.

  • Determine o orçamento: para que não ocorram imprevistos, defina qual será o limite de gastos do seu evento. Saiba quanto você espera lucrar, além de fazer o planejamento financeiro. Faça o controle de tudo em uma planilha oficial!

#DicaSympla: O que é um borderô para eventos?

  • Solicite o Alvará com antecedência: em eventos com grande quantidade de pessoas, é sempre importante pesquisar na prefeitura da sua cidade quais documentos e licenças são obrigatórios para que seu evento possa acontecer e, principalmente, com segurança. Atente-se ao prazo para solicitar o alvará, pois a emissão pode demorar.

  • Escolha as atrações do seu evento: nessa etapa, é essencial definir quais serão os atrativos da sua festa. Seja um DJ famoso, um artista do momento ou se o diferencial será um open bar premium, é importante decidir com antecedência para elaborar sua divulgação.

  • Escolha um nome criativo para sua folia: seja um bloquinho ou uma festa particular, o nome da sua festa pode atrair os participantes ou afastá-los. Afinal, a marca do Carnaval é a criatividade! Portanto, pesquise ideias, leve em consideração o local e estilo do seu evento para depois escolher com cuidado o nome da sua festa.

  • Divulgue sua festa: quase tudo pronto, agora é só divulgar sua festa e iniciar as vendas. É importante considerar seu público e o local em que a festa acontecerá, pois isso facilitará o direcionamento dos anúncios e campanhas de divulgação. Outro ponto importante, pense nas redes sociais e alie isso às preferências do seu público. Crie conteúdos relevantes, com dicas de looks para sua festa, reels criativos e compartilháveis, etc. 

Crie seu Carnaval com a Sympla

Com essas dicas, ficou fácil criar sua festa de Carnaval e vender muitos ingressos. Bora colocar o conteúdo em prática?!

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