Workshop ou mentoria: qual escolher pra validar o que você sabe?

Você já decidiu: quer transformar o seu conhecimento em uma experiência paga. O que você ainda não decidiu é o formato e qual a melhor maneira de fazer isso acontecer.

Hoje, os formatos mais tradicionais são o workshop e mentoria, que resolvem uma mesma dor: ensinar o que você sabe pra quem está disposto a pagar por isso. Mas esses dois formatos pedem estruturas bem diferentes. Enquanto um entrega conteúdo pra um grupo, o outro acompanha cada pessoa de perto.

Escolher sem entender essa diferença custa caro. E não em dinheiro, mas em tempo gasto corrigindo o formato depois que você já começou. É essa escolha que este guia resolve antes do primeiro passo.

Workshop ou mentoria: qual a diferença na prática?

No workshop, você ensina pra várias pessoas ao mesmo tempo, em um encontro com começo, meio e fim definidos. Algumas horas, um dia ou até mesmo em um fim de semana.

Já na mentoria, você acompanha o progresso de cada pessoa, ou de um grupo pequeno, ao longo de vários encontros. Tendo espaço pra ajustar o conteúdo conforme a necessidade de quem está do outro lado.

A diferença central entre esses dois formatos é que: um workshop entrega conteúdo, uma mentoria entrega acompanhamento.

Ter clareza de qual o seu objetivo ao transmitir conhecimento vai te ajudar a decidir a melhor solução. Por isso, entenda exatamente o que você está disposto a criar.

Quando o workshop é a escolha certa?

O que você ensina tem início e um fim claro? Essa resposta pode te ajudar a decidir se um workshop funciona para você.

Isso acontece quando o que você ensina cabe numa demonstração: uma técnica de edição, uma ferramenta, um processo replicável. Algo que a pessoa sai sabendo fazer sozinha depois de um único encontro.

Excel avançado, fotografia com celular, uma metodologia de vendas específica. Esses são exemplos onde o conteúdo não muda de pessoa pra pessoa. Então é possível criar um conteúdo que pode ser replicado pelos alunos.

Se esse é o seu caso, vale ir direto ao guia completo de como montar um workshop, que cobre tema, estrutura, infraestrutura e divulgação passo a passo.

Quando a mentoria é a escolha certa?

Já na decisão de aplicar uma mentoria, a pergunta é outra: você espera desenvolver outras pessoas considerando cada contexto? Por exemplo, uma carreira, um negócio ou uma decisão específica. E não existe uma resposta única que sirva pra todo mundo.

Nesse caso, você precisa buscar a resposta para outra decisão: seu conhecimento precisa ser realizado de forma individual ou em grupo?

Na mentoria individual, você dá atenção total a uma pessoa, cobra mais caro por vaga e ocupa mais da sua agenda por participante. Isso funciona quando o problema de quem contrata é específico demais pra generalizar, como uma decisão de carreira ou um negócio em um momento particular.

Já uma mentoria em grupo reúne de quatro a dez pessoas com desafios parecidos, custa menos por vaga e cria troca entre os participantes. Muitas pessoas aprendem tanto com o mentor quanto com quem está do lado.

Pra quem está testando o formato pela primeira vez, a mentoria em grupo costuma ser o caminho mais rápido. Ela tem menos pressão de entregar um resultado individual perfeito, e já dá pra sentir se acompanhamento é mesmo o que você quer entregar.

Quanto cobrar: o preço muda entre workshop e mentoria?

Sim, e a lógica muda com o formato.

Um workshop se precifica pelo tempo total do evento e pelo que ele custa pra acontecer. Isto é, espaço, material, eventual patrocínio que ajuda a baixar o valor pro público.

Já a mentoria se precifica pelo tempo que você dedica a cada pessoa ao longo do processo, não pelo encontro isolado. Por isso, mentoria individual custa mais por vaga do que workshop, mesmo em sessões mais curtas.

Um jeito simples de calcular: some o tempo total que o formato vai consumir da sua agenda, do preparo ao acompanhamento, e multiplique pelo valor que essa hora vale pra você. Cobrar menos que isso não é generosidade, é prejuízo disfarçado.

Onde sua primeira turma vai acontecer?

O presencial ainda é o formato que mais gera comprometimento na hora de validar. Quem reserva a agenda e se desloca até um lugar leva a proposta mais a sério do que quem opta por participar de um encontro on-line.

Se você quiser ampliar o alcance sem abrir mão disso, o híbrido mantém o encontro presencial como núcleo e soma participantes à distância, sem descaracterizar a experiência que você quer entregar.

Não espere estar pronto pra começar

Formato definido, preço fechado, lugar escolhido. E ainda assim é comum travar numa última etapa: esperar se sentir “pronto” antes de abrir a inscrição.

Esse momento raramente chega sozinho. O caminho mais seguro é abrir a inscrição com uma data definida assim que o essencial estiver fechado. Mesmo que seja uma primeira turma pequena. 

Um ponto importante para te dar mais segurança é entender se existem pessoas realmente disposta a participar. Isso ajuda no planejamento e também a não comprometer o orçamento às cegas. A Lista de Interesse da Sympla serve pra isso: você reúne quem tem interesse antes de decidir o tamanho do espaço, ou se vale seguir em frente.

#DicaSympla: se você quiser se aprofundar em como interpretar esse tipo de sinal, esse guia sobre validar demanda mostra o processo completo.

Depois da primeira turma

A primeira edição não termina quando o encontro acaba. É o momento de ouvir quem participou e listar o que funcionou, o que faltou e usar isso pra ajustar a próxima edição.

Quem vive uma boa primeira experiência costuma ser quem mais se inscreve, ou indica alguém, na próxima edição. É esse ciclo que transforma um teste isolado em algo recorrente.

Quando você sentir que quer estruturar essa próxima edição com mais solidez — cronograma, infraestrutura, fornecedores — o Guia Completo para Produzir Eventos Corporativos aprofunda exatamente esse próximo passo.

Baixe o Guia Completo para Produzir Eventos Corporativos

Pronto pra colocar no ar?

Você já sabe qual formato escolher, quanto cobrar e onde fazer sua primeira turma acontecer. Falta só o espaço pra colocar isso em prática.

A Sympla te ajuda com uma página de inscrição que garante autoridade e segurança. O pagamento e a comunicação com os inscritos também acontece de forma automatizada, para facilitar a sua gestão, enquanto você se dedica ao conteúdo do seu evento.

Hoje, são mais de 350 mil organizadores de eventos, entre eles, workshops e mentorias, que estão na Sympla.

Comece gratuitamente e valide sua primeira turma sem custo nenhum.

 

Neste artigo você encontra:

Escrito por

Tomás Miranda

Especialista em eventos corporativos na Sympla desde 2016, com 15+ anos de experiência. Já atuou em projetos como Unesco, Presidência, Fórmula 1-SP e Réveillon do Rio. Criador do Sympla Conecta, hub de tecnologia para eventos.

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