Mari Camardelli: “Comece pensando o evento pelas pessoas.”

Mari Camardelli: “Comece pensando o evento pelas pessoas.”

Crédito das fotos: William Nihues

A entrevista de hoje é com a Mari Camardelli, que conversa um pouco sobre a relevância de pensar em produções de eventos através das pessoas.

A Mari trabalha há dez anos na área de produção e há quatro é Diretora da Altos Eventos, uma empresa de design de eventos. A Altos Eventos atua em diferentes áreas, todas dentro da economia criativa. A empresa cria e produz experiências em eventos de arte, design, criatividade, inovação, tecnologia e empreendedorismo.

Como você estrutura os eventos que organiza?

Temos uma metodologia que usamos para pensar nossos eventos. Quando recebemos um novo projeto, paramos para pensar – antes de mais nada – em quem são as pessoas que irão ao nosso evento. Desenvolvemos uma série de dinâmicas para tentar, em equipe, entender melhor essa pessoa, suas motivações e seus desejos. A partir disso, começamos a estruturar o evento e tomar as decisões de produção.

Qual o principal desafio enfrentado na produção de eventos?

Hoje, um dos maiores desafios para nós é desenhar experiências que tenham sentido na vida das pessoas. A internet leva o conhecimento para onde a gente está e, para fazer alguém escolher estar em nossos eventos, precisamos que a experiência seja positiva, feliz e que tenha sentido na vida daquela pessoa.

Quais principais mudanças você identificou na área de produção de eventos nos últimos anos?

Vejo três mudanças importantes nesse ambiente. A primeira são os espaços de coworking e coletivos que possuem locais para eventos, cursos e workshops. Locais com custo baixo para locação mas, principalmente, locais que já concentram diversos profissionais da economia criativa, público alvo da maioria dos eventos independentes que vi surgirem recentemente.
mariA segunda mudança foram as plataformas de inscrição, que diminuem drasticamente o risco dos eventos. Algumas delas possuem ainda ferramentas para apenas aprovar determinado tipo de evento caso haja quórum para ele. Qualquer um pode ensinar, qualquer um pode aprender.

E não poderia deixar de mencionar o fato do nosso conceito de educação e aprendizado também ter evoluído. A gente não precisa de diplomas no currículo para ter a sensação de que conquistou novas habilidades e conhecimentos importantes para nossas trajetórias profissionais. Aprender é suficiente, e por isso mais e mais cursos aparecem para suprir essa demanda.

Você acredita na importância da tecnologia nesta área?

A tecnologia é a ferramenta. A gente precisa saber escolher e usar para cada caso. Diversos pontos de contato de eventos se tornam mais simples quando uma boa solução tecnológica é utilizada, e ela facilita a vida do organizador. Nosso papel como produtores de eventos é decidir qual tecnologia em qual ponto de contato, e orquestrar isso de forma que o impacto seja positivo na organização do conjunto.

Quais as dicas que você gostaria de passar para quem está começando agora a produzir eventos?

A principal dica que dou para todas as pessoas que trabalham com eventos é de começar pensando o evento pelas pessoas. Para quem é esse evento? Para que ele existe na vida dessas pessoas? Qual experiência elas gostariam de viver? A melhor forma de pensar em eventos é transformando ele num serviço sendo prestado, e no usuário como foco principal.

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