Por volta do século XVII, o Carnaval chegou ao Brasil por influência das festas que já aconteciam na Europa – mas só no século XIX começaram a surgir os blocos que ficaram ainda mais populares no século seguinte. Esse estouro se deu com a ajuda das marchinhas de Carnaval, que deixavam a festividade ainda mais divertida!

Então, como as marchinhas sempre fizeram parte da vida dos foliões desde esta época e nós acreditamos que recordar é viver, fizemos a seleção das melhores para vocês se deliciarem! E, para quem não conhece, vale a pena se divertir com a seleção!

Para ouvir as marchinhas, basta seguir nossa playlist feita especialmente para esse post clicando aqui :)

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1. Abre Alas

“Ô abre alas que eu quero passar!”

Primeira marchinha carnavalesca registrada na história do carnaval brasileiro, em 1899. Chiquinha Gonzaga, autora da obra, fez a canção para a escola Rosas de Ouro do Rio de Janeiro, o que impulsionou o sucesso da escola e também se tornou a canção mais famosa da compositora.

Desfile da Rosas de Ouro, campeã do Carnaval de 2010

 2. Mamãe eu quero

“Mamãe eu quero, mamãe eu quero… mamãe eu quero mamar! Dá a chupeta, dá a chupeta, dá a chupeta, dá a chupeta pro bebê não chorar”

Gravada em 1937 por Jararaca e Vicente Paiva, começou a bombar de verdade depois de ser regravada por Carmem Miranda, 4 anos depois de ser lançada.

#VocêSabia? 

Almirante, amigo dos autores, cantor e músico, conta no livro “História do Carnaval Carioca”: “Na hora de gravar, verificamos que ela era pequena, não tinha a duração exigida para o disco. Seria impossível repetir uma parte da música. Que fazer? Jararaca e eu completamos a música fazendo um diálogo improvisado na hora, sem nenhum interesse. Durante a gravação, o banjoísta errou um acorde, mas a música era considerada tão ruim que ninguém pensou em refazer tudo. Pois bem, ‘Mamãe eu quero’ foi um sucesso definitivo e enorme. A música é ruim mesmo, o disco é péssimo, mas pegou […]”. E não é que pegou mesmo?

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 3. Aurora

“Ôôôô, Aurora… Veja só que bom que era… Ôôôô, Aurora!”

Marchinha criada numa Quarta feira de Cinzas por Mario Lago em 1941. A marchinha virou sucesso e ganhou popularidade logo no ano seguinte. Até hoje ela é lembrada nos carnavais de ruas de todo o Brasil.

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 4. Cachaça

“Você pensa que cachaça é água? Cachaça não é água não”

Música dedicada aos foliões que gostam de beber um pouco além da conta. Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Heber Lobato escreveram a canção em 1953 para os apreciadores da cachaça!

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 5. Turma do Funil

“Chegou, a turma do funil!”

Para aproveitar a época de bebedeira, Mirabeau, M de Oliveira e Urgel de Castro, em 1956, fizeram a canção para aqueles que gostam de chutar o balde na época de folia! A canção foi regravada na década de 80 por Tom Jobim e Miúcha.

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6. Me dá um dinheiro ai

“Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí!”

Um dos hinos mais tradicionais nos carnavais e tocada até hoje em todos os bailes da saudade, foi composta quase na década de 60 pelo Trio: Ivan, Homero e Glauco Ferreira e gravada por Moacir Franco, quem deu força a marchinha.

#VocêSabia?

No governo Juscelino Kubitschek, em agosto de 1958, o Secretário de Estado dos EUA John Foster Dulles, veio ao Brasil para uma importante missão americana: tratar da situação do petróleo, referente a campanha nacionalista “O petróleo é nosso”. Nesses tipos de reuniões era dado um tempo aos fotógrafos e cinegrafistas para o registro dos fatos. Em um desses momentos, o fotógrafo do Jornal Brasil, Antônio Andrade, fez uma foto polêmica que dá a impressão de que JK estende a mão e suplica algo ao secretário norte-americano, que parece abrir a carteira em busca de dinheiro. Não deu outra, o JB publicou a fotografia em sua primeira página sob o título ‘Me dá um dinheiro aí’, em referência à marchinha de carnaval que era sucesso da época.

Antonio Andrade - Me dá um dinheiro aí

 7. Cabeleira do Zezé

“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é”

Criada por João Roberto Kelly, na década de 60, na mesa de um bar! O compositor diz que ia sempre em um bar no Leme encontrar com os amigos e o garçom que os atendia era cabeludo, aí ficou a homenagem!

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Ilustração: Mirna Brasil Portella, para o livro Carnavalança

8. A  pipa do vovô

“A pipa do vovô não sobe mais, a pipa do vovô não sobe mais!”

Canção original de Manoel Ferreira e Ruth Amaral, dupla mais popular entre os compositores carnavalescos, mas imortalizada na voz do nosso homem do baú Silvio Santos, nos anos 80.

#VocêSabia? 

Não se sabe ao certo o porque da composição da canção. Silvio Santos, apesar de não ser o autor da obra, conta diversas histórias e diz que a origem pode ter algumas outras versões possíveis. E brinca que a verdadeira só será revelada no último sorteio da Tele Sena da história. Quer saber qual é? Está em dia com os carnês do baú? Quem sabe você não possa ser  o felizardo?!

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Esperamos que tenham gostado da seleção! E desejamos a todos um Carnaval repleto de marchinhas no último volume e muita alegria! :)